domingo, 10 de fevereiro de 2013

Macarronada e histórias familiares


Hoje fui almoçar com a minha avó.
A macarronada italiana dela (que é filha de uma espanhola com um romeno) é das melhores... Mas o acompanhamento principal dos pratos- as histórias- essas não tem comparação.




Há anos venho pesquisando o os ramos familiares que compõem minha árvore genealógica e nesse ínterim já ouvi as mesmas histórias dezenas de vezes (pra ser sincera, não me canso delas). 

Cheguei a ficar uns dias na casa da minha avó, anos atrás, só para ouvir e anotar coisas sobre a nossa história familiar. Já fiz muitas perguntas, anotei muitos dados, vi fotos e mais fotos, preenchi gráficos de linhagem com ela e contudo, hoje ouvi uma coisa que nunca tinha ouvido; descobri que minha avó teve um irmão chamado Pedro que morreu ainda na infância. 

"Grande coisa! Isso acontecia com todo mundo naquela época..." - Você pode pensar.  
De encontro a essa verdade triste, a gente esbarra na linha que divide os pesquisadores de genealogia em duas categorias: Os que fazem o trabalho e os que amam o trabalho.

Para fazer genealogia é preciso ter vontade e paciência.  
Para amar genealogia é preciso entender que cada pessoa conta.

Se você tem avós e bisavós vivos, faça preparativos para ir visitá-los.
Leve seu caderno, sua máquina fotográfica, ou seu gravador de áudio.

Daqui a não tanto tempo, o resultado de sua visita poderá ser um tesouro familiar sem comparação, exatamente como a macarronada com queijo meia cura da minha avó.


...

Info: Ilustração fotográfica feita pela autora.



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