De fato, o pedigree de um cachorro é o documento que atesta que ele veio de uma linhagem de cães de determinada raça, tendo controle de doenças e sendo descendente de animais selecionados.
Houve uma época em que a genealogia era voltada justamente para a finalidade de provar que uma linhagem era nobre.
Na vida real, o que mais existe são as genealogias sem nobres e famosos. Não raro, há problemas na pesquisa já na segunda geração, com genitores desconhecidos e muita, muita confusão. Eu gosto de brincar que essas últimas são "Genealogias de Gato".
Poucos animais são mais sem raça definida e sem "tracking" do que os gatos domésticos.
Quem conhece o mínimo, sabe da absoluta impossibilidade de se traçar a árvore genealógica de um gato doméstico com acesso à rua. As gatas podem ter filhotes de todas as cores numa mesma ninhada, inclusive de paternidade múltipla. Não adianta olhar para os animais da vizinhança tentando encontrar semelhança entre filhotes e genitores.
Mas se a sua genealogia merece o rótulo de "Genealogia de Gato" não se desespere...
Nem tudo está perdido!
A genealogia sempre envolve fazer perguntas e de vez em quando, acontecem pequenos milagres que desfazem alguns nós impossíveis de serem desfeitos.
Em casa, temos uma gata, que chamamos de Chia. Ela tem um gênio
Para ilustrar o conceito de "genealogia de gato" enviei uma mensagem perguntando algo sobre a "mãe" da Chia para a moça que doou ela pra gente. Para minha surpresa descobri não só a Nina (mãe), como a Amora (vó), com direito a fotos.
Traçar a genealogia de um gato vira-latas, em tese é impossível. Mas com meia dúzia de mensagens fiquei sabendo que a mancha branca na barriga, a Chia herdou da Amora e o humor ruim veio da Nina.
Então a moral da história continua simples: Perguntar é sempre o começo da Genealogia, não tem custo e o máximo que pode acontecer é não dar resultado.
Não se esqueça: Não perguntar por assumir que não haverá resultado positivo é o erro mais simples a ser evitado.
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