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domingo, 25 de fevereiro de 2018

A complexa arte da Espera em relações Familiares

As relações familiares podem ser um assunto complexo em genealogia.

Quando um ramo da família briga com os demais, quando um parente se desentende e o problema se alastra, quando passam-se anos sem que as pessoas se falem e quando surgem "rachões"

Quem pesquisa linhagem familiar e quem auxilia outros nesse processo está habituado a ouvir histórias assim.

Por vezes as brigas começam por coisas insignificantes e às vezes por motivos seríssimos.

Não há um conselho que funcione para todas essas situações, mas o tempo e as experiências tem mostrado que o amor, a paciência, a espera, o respeito e a tolerância são os valores mais importantes para a difícil arte da pacificação.

Três dicas preciosas se você estiver lidando com essas situações de conflito:

1. Não desanime nem desista da pesquisa;
Não deixe de pesquisar suas origens e sua genealogia por causa de conflitos familiares, eles são coisas naturais, embora não devessem ser. Adapte, pesquise outras linhas, "vá pelas beiradas".

2. Tome cuidado para não por lenha na fogueira;
Aumentar os conflitos é mais fácil do que parece e muitas vezes acontece o "efeito brasa": Você assopra para apagar e só consegue reacender. Não tome para si o encargo de super-homem achando que pode resolver problemas de anos em minutos de conversa.

3. Tenha uma postura adequada de Respeito.
Não há solução fácil para um problema complexo e as pessoas são sempre complexas. 
Respeite as pessoas, suas dores e seus valores.


Os mais velhos muitas vezes ouvem menos ou não ouvem os mais jovens, mas isso não significa que você não possa seja ser franco e honesto, com educação e cortesia.

Em caso de dúvida, siga sempre a regra número um da genealogia: Seja paciente
A espera é também um arte na ciência da genealogia.

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Info: Ilustração fotográfica feita pela autora. Uso livre não comercial.

domingo, 7 de janeiro de 2018

A importância de Fazer Perguntas em Genealogia

Gosto de pensar que um segredo da genealogia é perguntar.
Perguntar abre portas e inicia linhas de pesquisa.

Um dia descobri que tinha tios-avôs dos quais eu nunca tinha ouvido falar.
Minha avó não os mencionou porque eles morreram antes de chegarem à vida adulta.
Saber da existência e da histórias deles me ajudou a entender melhor minha avó, os pais e os irmãos dela.

Sempre que questiono "Por que nunca soube disso?", as pessoas respondem: "Porque você nunca perguntou e eu não achei que interessasse".

Por vezes perdemos informações porque não fazemos perguntas e de vez em quando perdemos informações porque não fazemos perguntas específicas.

Aprendi que perguntar "Quais foram os filhos de fulano?" não é a mesma coisa que perguntar "Esses foram TODOS os filhos de fulano ou foram só os que chegaram a ficar adultos?"


Aprendi também que perguntar para pessoas diferentes pode gerar respostas diferentes.
Eu interpreto a pergunta "Quantos filhos teve fulano?" como um questionamento sobre todos os filhos biológicos que nasceram do casal e todos os filhos adotivos que eles criaram. Outros podem interpretar essa questão de modo diferente e para alguns, falar de pessoas falecidas  pode ser doloroso ou nostálgico.

De forma geral, as pessoas na nossa cultura gostam de falar e muitas vezes nos dão até mais informações do que esperávamos e talvez isso nos tenha feito mal perguntadores.

#ficaadica

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Info: Ilustração fotográfica feita pela autora com foto dos arquivos da família.




domingo, 5 de março de 2017

Sobre as Coisas Novas nos Lugares de Sempre


É impressionante como a internet e as novas tecnologias abriram, melhoraram, ampliaram, e possibilitaram novos patamares à pesquisa genealógica.

Uma das coisas mais legais nesse ínterim é que sempre tem coisa nova nos lugares de sempre!
Quem usa myheritage deve estar acostumado a receber semanalmente os e-mails sobre novos matches, assim como as atualizações frequentes nos apps do ancestry e do familysearch.




Há algumas semanas descobrimos que microfilmes da Ucrânia foram liberados em parceria do acervo do governo com o familysearch.


O que nos traz a outra importante dica para os pesquisadores de ramos enroscados:




Periodicamente novos itens são disponibilizados online.


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Info: Ilustração dos vídeos de treinamento do familysearch, utilizada somente para divulgação. Reprodução proibida.
Não é um publieditorial.

domingo, 20 de novembro de 2016

Family History Library

Essa postagem é de certa forma uma novidade aqui no amogenealogia porque não aborda um sistema, uma metodologia, uma dica ou um tutorial, o que é em suma a razão de ser desse espaço.

Essas são impressões, informações e dados sobre a "sede" do Family Search:
Family History Library ou simplesmente FHL.

A Biblioteca de História da Família é o sonho de consumo de todo genealogista.




Fundada em 13 de novembro de 1894, a FHL acaba de completar 122 anos, tendo sua origem na Sociedade Genealógica de Utah.

Desde 1938 a FHL se dedica a microfilmar e disponibilizar registros do mundo inteiro e é a maior biblioteca de genealogia do mundo.

Aberta de segunda à sábado (ver horário de funcionamento completo), estima-se que receba até cerca de 1.500 visitantes por dia, disponibilizando 4 milhões de rolos de registros genealógicos microfilmados; 727.000 microfichas; 356.000 livros e outros formatos; Mais de 4.500 periódicos e 3.725 recursos eletrônicos.




 Pessoas do mundo todo planejam visitas ao local, situado no centro de Salt Lake City, capital do estado desértico de Utah, nos Estados Unidos, longe das rotas turísticas convencionais.

Não é incomum ver planejamentos e dicas de viagens assim em fóruns internacionais especializados em genealogia e o site do Family Search tem até uma página com dicas para quem estiver planejando fazer a viagem até o local.

 Com cerca de 100 funcionários e um grande número de voluntários treinados, a Biblioteca atende de forma gratuita aos interessados em pesquisar sua árvore genealógica e aceita doações de registros, livros e acervos genealógicos. Eles inclusive incentivam gente como eu e você a escrever e doar um livro de genealogia de história familiar. (Vide regras para doações de material.)

 O prédio está localizado bem ao centro da cidade, com recepcionistas logo na entrada que lhe perguntam se é sua primeira vez, de onde você é e como podem lhe ajudar. (Em inglês, é claro... Mas ouvir português não é exatamente uma raridade por lá...)

 A recepção é das melhores, geralmente feita por idosos de cabeça branquinha como os nonos de antigamente.




 A biblioteca tem cinco andares abertos ao público. Três desses estão na parte superior do edifício, enquanto os outros dois estão no subsolo. Cada andar tem uma central de informações, com atendentes, computadores, central de cópias, banheiros e bebedouros. Há máquinas de venda de dispositivos USB, o que realmente é algo muito apropriado.


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Info: Fotos de divulgação de autoria da autora que deixou a postagem pronta com uma semana de antecedência e simplesmente perdeu o aniversário da FHL mesmo assim. Não é um publieditorial.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

5 dicas para viagem Genealógica à Itália

Os genealogistas adoram o combo Turismo+Genealogia e se você está planejando seguir essa combinação, essa postagem pode ser do seu interesse.


1. Atente para a região a ser visitada/pesquisada.

A Itália é cheia de comunas: Comuna é a unidade básica de organização territorial da Itália e não é exatamente como os municípios brasileiros. As comunas podem ser cidadezinhas bem pequenas.

Então se você tem conhecimento que seus antepassados vieram de Gênova ou de Módena saiba que isso não significa muita coisa: Gênova tem 67 comunas em uma área de 243 km² e Módena tem 47 comunas em uma área de 182 km².


Procurar a esmo é literalmente como tentar achar uma agulha em um palheiro.


2. Como está o seu italiano?

Com o inglês dá pra se virar no mundo todo, certo?!
#Só que não

No interior da Itália, mímica ajuda mais que inglês, por isso se non parla italiano, essere pronti a non capire nulla.

3. Como está a sua sorte?


Assim como aqui no Brasil, não há uniformidade nos cartórios e paróquias. Você pode ser super bem tratado pelo simpático responsável pela casa paroquial de Pomponesco e tratado de forma ríspida pelo pároco de Dosolo.

O povo nos cartórios costuma ser educado, mas de novo, inglês não é o idioma universal e a barreira do idioma é realmente um obstáculo.


4. Programe-se.

Há lugares que não abrem em determinados dias da semana. Fique atento.


5. Enquanto isso...

Enquanto se prepara para viajar juntando centenas de reais para trocar por dezenas de euros (Câmbio cruel esse...), que tal ler esse artigo sobre escrever cartas para as províncias italianas ou tentar aprender italiano online?

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Info:  A autora não parla italiano. 
Fotos e informações  dessa postagem são cortesia do genealogista Marcos Nolli e foram feitas na comuna de Mantova (Pomponesco, Corrégio Verde e Dosolo) em meados de junho de 2015. 

Dados e informações complementares sobre viagem genealógica à Itália colhidas em conversa com a senhora Maria Aparecida Veronezi.



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Série






A série "E agora?" tem um objetivo bem simples: Ajudar os genealogistas que andam meio empacados em algum ponto de sua pesquisa genealógica.

Começar e recomeçar sempre funcionam bem quando há organização.
Quer você já tenha ou não começado sua pesquisa de genealogia e história da família, alguns dos itens que serão publicados irão ajudá-lo a expandir, melhorar e organizar sua pesquisa.


1. Organize:
Consiga um baú, uma caixa, pastas ou gavetas onde você possa centralizar os materiais que já possui ou que irá juntar daqui para frente.

2. Catalogue:
Separe em cadernos, pastas ou envelopes plásticos diferentes para os ramos paterno e materno.

3. Anote:
Para não misturar ou confundir os dados coletados, anote as informações em caderno. É oldschool mas já salvou a pele de muita gente.

4. Publique online:
Quem já passou pela situação ou teve um amigo que teve o computador quebrado, furtado ou perdido sabe que é uma pequena tragédia perder dados, fotos e informações.
HD externo ajuda mas informação na nuvem é essencial.
Não importa se você prefere ancestry, myheritage, geni ou familysearch, publique seus achados na rede.


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Info: Ícones criados pela autora à partir de open cliparts. Uso livre não comercial permitido.
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