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domingo, 19 de junho de 2016

Ideias para extrair dados de lápides


Já mencionei anteriormente que pesquisa genealógica em cemitérios não é das minhas ferramentas favoritas... Via de regra, minhas incursões pelas quadras renderam mais fotos para a conta do flickr do que dados para a árvore genealógica.

Se você é um adepto da busca por dados em cemitérios é provável que já conheça essas dicas.
Caso esteja começando agora, eis as ferramentas necessárias para não passar aperto.



3 métodos de extração de dados em lápides desgastadas




1. Papel sulfite e Giz de cera

Quase todo mundo já fez isso com moedas ou outros objetos entalhados na infância e talvez seja por isso que essa seja a primeira ideia de extração de dados em lápides desgastadas.

Prender com fita crepe ajuda se a pedra for grande e se você estiver sozinho.

Será preciso ter muitas folhas e talvez dividir em setores para cobrir uma lápide inteira.


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2. Papel Alumínio

As folhas mais finas podem rasgar com mais facilidade, mas os rolos quase sempre permitem que uma lápide inteira seja coberta com perfeição.

O objetivo nesse caso seria fotografar a lápide coberta. O flash bem posicionado pode ser um aliado nesse tipo de extração de dados.

Para ler mais a respeito acesse o blog Organizeyourfamilyhistory.com (em inglês)

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Youtube (Champ1964) 
3. Farinha ou Talco

Espalhar farinha ou talco na lápide pode ajudar a ler e a fotografar: Não danifica e pode ser retirada com água.

Os especialistas preferem o talco.

Mais instruções podem ser encontradas nesse vídeo, de onde a imagem foi extraída.





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Info: As fotos não foram feitas pela autora e estão devidamente creditadas nas respectivas imagens.

domingo, 11 de outubro de 2015

Pesquisa em Cemitérios


Tem bastante gente que sente uma certa repulsa em pesquisar cemitérios, mesmo entre os genealogistas.

Alguns psicólogos acreditam que é a ideia de encarar a morte o que motiva esse asco.
Se você não estiver entre os que sofrem de Coimetrofobia, que é esse medo intenso de cemitérios, essa postagem pode ser interessante...

Se estiver, talvez tenhamos boas notícias também.



A pesquisa genealógica em cemitérios é um recurso bastante comum para os genealogistas mais experientes e para o pessoal da velha guarda. 

Obviamente ela é muitíssimo ineficaz quando se anda num cemitério a esmo em busca de lápides com sobrenomes iguais ao seus.
Imagina procurar lapide por lápide cada Souza ou Silva de uma cidade grande?

Mas como fazer a busca?

Muitos cemitérios no Brasil já possuem um sistema de busca em totens no próprio cemitério, o que facilita muito a pesquisa. O problema nesses casos é que a maior parte só traz busca de falecidos dos últimos dez ou quinze anos e as buscas são feitas presencialmente, no referido cemitério.

Contudo, há cemitérios que disponibilizam sistemas de busca online
cemitério de Jaú é um excelente modelo do potencial da indexação de campas. No site o pesquisador pode procurar por nome do falecido, pais, data de falecimento ou localização do túmulo.

O cemitério de Santos é outro que conta com esse recurso.

Geralmente se realiza a pesquisa em cemitérios quando não há dados disponíveis em cartórios. Alguns dos ancestrais mais antigos em áreas mais remotas podem sequer ter sido registrados. Essa parte da pesquisa se torna bastante imprecisa. 

Normalmente esse tipo de extração, como um todo, gera dados menos precisos no que se refere aos nomes. Uma regra comum na ciência da genealogia sugere que quanto mais próximo da data de nascimento maiores são as chances de os dados serem corretos.

Contudo, muitas vezes se consegue dados importantes nos cemitérios, principalmente quando se trata de sobrenomes incomuns em cidades pequenas ou buscas por indivíduos específicos. É meio óbvio mas vale a pena ressalvar que sobrenomes iguais não significam parentescos, mesmo em casos como o citado.


As pesquisas nos cemitérios mais antigos são também muito interessantes do ponto de vista cultural e histórico. A arte cemiterial é muito diversa e normalmente faz sim a gente ponderar um instante sobre a vida e a morte. 


Info: Todas as fotos que ilustram essa postagem foram feitas pela autora com câmera analógica e filme asa 100 no cemitério da Saudade em Piracicaba, (SP), um dos mais antigos cemitérios do estado de São Paulo. 

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