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domingo, 11 de outubro de 2015

Pesquisa em Cemitérios


Tem bastante gente que sente uma certa repulsa em pesquisar cemitérios, mesmo entre os genealogistas.

Alguns psicólogos acreditam que é a ideia de encarar a morte o que motiva esse asco.
Se você não estiver entre os que sofrem de Coimetrofobia, que é esse medo intenso de cemitérios, essa postagem pode ser interessante...

Se estiver, talvez tenhamos boas notícias também.



A pesquisa genealógica em cemitérios é um recurso bastante comum para os genealogistas mais experientes e para o pessoal da velha guarda. 

Obviamente ela é muitíssimo ineficaz quando se anda num cemitério a esmo em busca de lápides com sobrenomes iguais ao seus.
Imagina procurar lapide por lápide cada Souza ou Silva de uma cidade grande?

Mas como fazer a busca?

Muitos cemitérios no Brasil já possuem um sistema de busca em totens no próprio cemitério, o que facilita muito a pesquisa. O problema nesses casos é que a maior parte só traz busca de falecidos dos últimos dez ou quinze anos e as buscas são feitas presencialmente, no referido cemitério.

Contudo, há cemitérios que disponibilizam sistemas de busca online. 
O cemitério de Jaú é um excelente modelo do potencial da indexação de campas. No site o pesquisador pode procurar por nome do falecido, pais, data de falecimento ou localização do túmulo.

O cemitério de Santos é outro que conta com esse recurso.

Geralmente se realiza a pesquisa em cemitérios quando não há dados disponíveis em cartórios. Alguns dos ancestrais mais antigos em áreas mais remotas podem sequer ter sido registrados. Essa parte da pesquisa se torna bastante imprecisa. 

Normalmente esse tipo de extração, como um todo, gera dados menos precisos no que se refere aos nomes. Uma regra comum na ciência da genealogia sugere que quanto mais próximo da data de nascimento maiores são as chances de os dados serem corretos.

Contudo, muitas vezes se consegue dados importantes nos cemitérios, principalmente quando se trata de sobrenomes incomuns em cidades pequenas ou buscas por indivíduos específicos. É meio óbvio mas vale a pena ressalvar que sobrenomes iguais não significam parentescos, mesmo em casos como o citado.


As pesquisas nos cemitérios mais antigos são também muito interessantes do ponto de vista cultural e histórico. A arte cemiterial é muito diversa e normalmente faz sim a gente ponderar um instante sobre a vida e a morte. 


Info: Todas as fotos que ilustram essa postagem foram feitas pela autora com câmera analógica e filme asa 100 no cemitério da Saudade em Piracicaba, (SP), um dos mais antigos cemitérios do estado de São Paulo. 

...

domingo, 16 de novembro de 2014

Ancestry


O ancestry.com é o maior serviço comercial de dados genealógicos atualmente existente na internet, com 12.7 bilhões de registros e cerca de 2,14 milhões de usuários que pagam pelos serviços oferecidos. Operando na data desta postagem para 10 países diferentes (o Brasil não é um deles), o site está disponível em inglês, francês, alemão, italiano, sueco e espanhol.


O site tem sempre uma tela de entrada muito bonita com fotos que parecem capa de calendário.

A área de login fica no canto superior direito e o menu de países e idiomas fica no canto inferior direito.

Vale mencionar que o conteúdo em inglês é maior do que nos demais idiomas.



O sistema não é complexo de ser operado, apesar de ser bem denso.

No menu superior encontram-se as opções de atividades oferecidas, incluindo o sistema de busca e uma central de treinamento para usuários.

Para esse editorial exploraremos as opções de pesquisas de registros e de dados encontradas no menu
 Search.



O sistema é bem simples, basta inserir os dados desejados para iniciar uma nova pesquisa e ir clicando nos resultados encontrados para abir a imagem ou o documento.

Há a opção de busca avançada para a inserção de dados adicionais como datas e locais de eventos ou a busca direta por coleções de determinadas regiões.





A tela permite um zoom para ampliar as imagens pesquisadas e opções de salvar registros em sua árvore familiar ou numa lista para serem avaliados posteriormente.



Prós:


- O site é bem completo e bem organizado apesar de ser mais visualmente denso do que o FamilySearch.

- As imagens são de excelente qualidade.

Contras:


- Como mencionado não há versão em português e sendo a versão mais completa em inglês, é necessário um conhecimento ao menos intermediário do idioma para utilizar o sistema a contento.

- Não vou listar o preço como um item a ser considerado como ponto negativo por ser uma série de postagens justamente sobre sistemas pagos, contudo o site tem a taxa mais cara dos sistemas que serão resenhados.

Custos:


O preço da inscrição básica é de $99 (dólares americanos) por semestre e não há opções de inscrição menores. Pode-se fazer uma avaliação gratuita (Trial), mas o site não tem uma inscrição gratuita com menos recursos.

Considerações pessoais:


Ainda tenho um longo caminho a percorrer na exploração dos recursos, mas tenho notado que essa ferramenta, pelo quesito do custo-benefício deve ser considerada para pesquisadores intermediários e avançados, especialmente os interessados em genealogia para fins de cidadania européia.


***

Info:  Nenhuma das resenhas é  patrocinada ou pode ser considerada como editorial de publicidade, refletindo apenas a opinião da autora sobre os sistemas resenhados. As imagens dessas publicações se destinam meramente a ilustração à título de divulgação e não devem ser reproduzidas.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Minha Família: Histórias que nos unem

Acaba de sair no Brasil o folheto "Minha Família: Histórias que nos unem".

Publicado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o folheto ajuda os iniciantes em genealogia e história da família a montarem uma árvore familiar organizada e bonita.



O layout é simples e as cores do topo dividem as gerações. 
Começando por "Eu", o livreto abrange 4 gerações, tem espaço para fotos e histórias e memórias dos antepassados.

Embora tenha sido criado para os membros da Igreja em seu trabalho de história da família, é uma ferramenta que pode ser utilizada normalmente pelo publico em geral. 

É muito provavelmente a ferramenta mais simples possível para um iniciante.

Para a versão online é preciso ter conta no FamilySearch. A Conta é gratuita, o editor básico é bastante simples e especialmente voltado para iniciantes.

A versão impressa custa R$0,50 e pode ser adquirida por qualquer pessoa nas lojas anexa aos templos da Igreja. (São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Manaus e Recife.)

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Info: Não é um publieditorial. Imagem montada pela autora à partir do original somente para fins de divulgação de ferramenta.
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